Entrevistas de Famosos

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31.7.09

Entrevista supreendente com Inri Cristo

Postado por Unknown |

Por FernandoJS em 11/05/2009

Gostaria de agradecer o Senhor Inri Cristo por essa polêmica entrevista concedida ao Tocando.Org e as suas Discípulas pela prestatividade.

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Tocando.Org: Sei que essa pergunta todo mundo faz: Se Jesus morreu na cruz, ressuscitou, foi pro céu, porque ele voltaria pra esse mundo? Ele é você e você é ele?

INRI CRISTO: “Eu voltei porque eu prometi que voltaria, ninguém é obrigado a crer. Vim para dar continuidade à minha missão aqui na Terra. Voltei com um nome novo, INRI, o nome que paguei com meu sangue na cruz (Apocalipse c.3 v.12). Eu fui em espírito para o PAI, e não de carne e osso. Por isso voltei em espírito e recolhi meu corpo das entranhas de uma mulher. A ressurreição física é um delírio, uma loucura que inculcaram na cabeça do povo cristão. Quando me perguntaram quais seriam os sinais de minha vinda e do fim do mundo, respondi aos discípulos: “Porque ouvireis falar de guerras e de rumores de guerras, e se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, pestilências e terremotos em diversos lugares. Todas essas coisas são apenas o princípio das dores” (Mateus c.24 v.6 a 8). Agora o mundo está nas condições que meu PAI me mostrou já há dois mil anos. Basta ligar a televisão e ver que o mundo está um caos. E como nenhum Jesus voltou lá do céu voando igual a uma ave, mais cedo ou mais tarde terão que assimilar a realidade de que sou o mesmo de ontem, hoje e sempre”.

Tocando.Org: Sua mãe na sua primeira encarnação foi Maria? Se ela era virgem como deu a luz a uma criança? Seria José o maior corno da história?

INRI CRISTO: “A árvore genealógica registrada no Evangelho mostra bem claramente que foi José quem fecundou Maria, pois José era oriundo da linhagem de David (Mateus c.1 v.16). E para cumprir-se o que profetizara Isaías (“Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel. Ele comerá manteiga e mel até que aprenda a separar o mal do bem” – Isaías c.7 v.14), Maria foi fecundada virgem por José, por obra do Espírito Santo, que juntou os dois em estado de sonambulismo antes de coabitarem. A virgindade de Maria não era himenal, pela presença de uma membrana a mais ou a menos; era a virgindade da pureza, uma vez que após o ato sexual praticado com José, ela continuava inconsciente da relação carnal. Diz-se que ela era virgem antes, durante e depois do parto. E conforme tu bem observaste, como ela poderia permanecer virgem depois do parto se a virgindade fosse himenal? É mister separar o mito dos fatos. Essa história de fecundação com espermatozóide vindo do céu é invencionice, fica por conta do imaginário dos idólatras que se comprazem em adorar os mitos e lendas impostos pelos pseudo-religiosos como verdades absolutas”.
(ver Maria Mulher no link http://www.inricristo.net/index.php/pt/enigmas-teologicos/maria-mulher-o-mito-sem-mascara ).

Tocando.Org: O que você acha das igrejas que exploram as pessoas, através dos dízimos e outras formas de extorsão? Sua seita faz isso? Como você sobrevive?

INRI CRISTO: “São os lobos com pele de ovelha que conseguem enganar os incautos, eles estão cumprindo o que eu já previ há dois mil anos: “Orai e vigiai, que ninguém vos engane. Porque falsos cristos e falsos profetas virão em meu nome, farão prodígios e enganarão a muitos, até os eleitos se possível fosse” (Mateus c.24 v.5 e 24). E o maior prodígio está justamente em chantagear o dízimo usando meu nome antigo (Jesus). Eles alegam que o dízimo é bíblico, e deveras é bíblico, mas é o dízimo do lucro, e não do miserável salário do obreiro, e o dízimo é para a Casa do SENHOR, e não para a toca do lobo com pele de ovelha. E justamente para diferenciar-me de todos eles, eu voltei com um nome novo, INRI, o nome que paguei com meu sangue na cruz (Apocalipse c.3 v.12) e em nome de meu PAI, SENHOR e DEUS. E a SOUST, por ser a formalização do Reino de DEUS sobre a Terra, na formação de um só rebanho e um só pastor (João c.10 v.16), sobrevive sob os auspícios da graça divina. Na SOUST não se pratica a chantagem do dízimo, a exploração da fé, e todos os sacramentos são realizados graciosamente, coerente com o que eu disse há dois mil anos: “Dai de graça o que de graça recebestes” (Mateus c.10 v.8). O SENHOR é o provedor, Ele inspira os filhos dEle a participar da provedoria da SOUST; cada um dá com a mão direita sem que a esquerda saiba quanto (Mateus c.6 v.3). Os filhos de DEUS participam da causa divina por ideal, por consciência, e para sentirem o sagrado vínculo com o SENHOR e seu santo reino de luz”.
(vide Provedoria do Reino de DEUS no link http://www.inricristo.org.br/pdf/provedoria_da_soust.pdf ).

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Tocando.Org: O que você acha do Pastor Edir Macedo?

INRI CRISTO: “Edir Macedo é o inspirado comandante da legião de roedores que têm a missão de roer o casco podre do meu antigo barco (a proscrita igreja romana, meretriz do Apocalipse c.17). Quanto mais eles roem, mais o meu antigo barco naufraga, para que o meu novo barco, a SOUST, possa flutuar suavemente”.
(vide Parábola do Barco Náufrago no link http://www.inricristo.net/index.php/pt/parabolas-de-inri-cristo/182-parabola-barco-naufrago ).

Tocando.Org: Se eu for um verdadeiro “filho-da-puta” (ladrão, safado, corrupto etc.) à vida toda e no final pedir perdão pra Deus, eu irei pro céu?

INRI CRISTO: “A ascensão espiritual ao plano superior dependerá do peso de teus pecados. Se tu cometeres todo esse rosário de crimes e pedires perdão, serás perdoado, mas como no céu, no infinito, não se alberga fugitivos da justiça terrenal, terás que ficar nas redondezas da Terra purgando como uma alma penada, até chegar a hora de conseguires um novo corpo para reencarnar. Mas se antes de desencarnar fizeres boas obras que anulem e sobrepujem os efeitos nefastos de teus pecados, terás a chance de subir e repousar no seio do PAI Celeste no infinito. Por isso não adianta se “converter pra Jesus” na ilusão de que “Jesus salva”, isso é alienação, esquizofrenia, fuga da realidade. Cada ser humano tem que acertar pessoalmente suas contas com a lei divina, que sintetizada em duas palavras é ação e reação, causa e efeito. Há dois mil anos, na condição de redentor, tive que resgatar os pecados que a humanidade cometera até então, porque havia sido eu, Adão, o Primogênito de DEUS, quem iniciara a humanidade no caminho do pecado. Mas inexiste anistia preventiva. Quem pecou depois terá que saudar o débito com a lei”.

Tocando.Org: Suas discípulas estão fazendo muito sucesso na internet com as versões místicas de musicas populares, de onde vem tanta inspiração?

INRI CRISTO: “A inspiração vem do ALTÍSSIMO, meu PAI, SENHOR e DEUS. Ele é quem inspira os seres humanos. Todas as artes que existem a serviço do bem são inspiradas por DEUS.”

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Tocando.Org: Elas não praticam sexo? São proibidas?

INRI CRISTO: “Elas não são proibidas, e sim optaram viver em pureza, perceberam o benefício de viver em pureza, porque o Reino de DEUS não é um reino de proibição, e sim um Reino de conscientização. No Reino de DEUS eu ensino os filhos de DEUS a viver em harmonia com a lei divina em estado de pureza, e a paz da Casa do SENHOR está entesourada na observância das leis do SENHOR. Mas do lado de fora dos muros da Casa do SENHOR, nós assimilamos o direito de todos fazerem o que quiserem de seus corpos, afinal a opção sexual de cada ser humano é uma questão de foro íntimo e ninguém tem o direito de interferir”.

Tocando.Org: Você sabe o dia de sua morte? Será enterrado onde?

INRI CRISTO: “Eu não posso saber o dia de minha morte porque a morte não existe, a morte é a renovação, é uma etapa para o recomeço de uma nova vida. Então eu jamais morrerei, meu espírito permanecerá vivo para sempre e um dia meu corpo será novamente recolhido pela mãe terra, que espera pacientemente seus filhos queridos para o reencontro místico da renovação”.

Tocando.Org: Pesquisas demonstram que 86% da internet é pornografia, o que você acha disso? Você costuma visitar esse tipo de site?

INRI CRISTO: “Considero isso um sinal dos tempos, mas não tenho ânimo, não tenho motivo para visitar essas páginas. Tenho consciência de que elas existem, e se eu sentisse atração iria ver, mas não sinto atração. Todas essas misérias da carne eu já conheço, já passei por tudo isso antes do jejum em Santiago do Chile, em 1979. Até então fui levado pelo meu PAI sem livre arbítrio a experimentar os pecados do mundo a fim de que eu pudesse compreender a natureza dos seres humanos. Meu PAI disse que o ápice da evolução humana passa necessariamente pelos estertores da carne. Tenho consciência de que tudo isso existe, faz parte do laboratório de experiências que o ser humano passa até sobrepujar as inquietudes da carne”.

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Tocando.Org: Além de jogar sinuca, você curte uma cervejinha com aperitivo, talvez um churrasquinho?

INRI CRISTO: “Eu não aprecio churrasquinho, posto que não tenho hábito de me alimentar de cadáver, seja cadáver de boi, de galinha, de porco ou qualquer outro. Prefiro os alimentos naturais. Todavia, tomo sim uma cervejinha vez por outra, nada contra”.

Tocando.Org: Em outra entrevista você afirmou já ter experimentado os prazeres da carne, isso aconteceu mesmo? Quando? Lembra quantas mulheres transou? Você transou com homens?

INRI CRISTO: “Há dois mil anos, antes de começar a vida pública como Jesus, com o nome de Emanuel, dos treze aos trinta anos experimentei os pecados do mundo inerentes àquela época (“Eis que o SENHOR vos dará este sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel. Ele comerá manteiga e mel até que aprenda a separar o mal do bem” – Isaías c.7 v.14). “Comer manteiga e mel” significa experimentar o doce e o azedo, as coisas boas e ruins, até obter o discernimento (nas traduções mais antigas da Bíblia se traduz, em lugar de manteiga, leite coalhado, que é azedo). Só passei a me chamar Jesus depois do jejum. Justo por haver me enlameado no pecados do mundo é que exigi ser batizado por João Batista (Mateus c.3 v.14 e 15), e só depois disso pousou sobre mim o Espírito Santo. E assim agora também, dos treze aos trinta anos, vivi os pecados do mundo, até que o SENHOR me levou ao jejum em Santiago do Chile e me deu poder sobre a carne. Desde então já não tenho as inquietudes carnais que são inerentes aos seres humanos. Mas quanto ao número de mulheres que estiveram comigo na alcova, nunca carreguei comigo uma calculadora nem agenda para registrar. Até o jejum eu vivia como profeta de um DEUS desconhecido, peregrinava de cidade em cidade e estava sempre de passagem, cumprindo o que está previsto em Apocalipse c.3 v.3: “Virei a ti como um ladrão e não saberás a que hora virei a ti”. Depois do jejum foi que tudo mudou”.

Tocando.Org: A igreja é contra métodos anticoncepcionais tal qual camisinha, qual sua postura em relação a isso?

INRI CRISTO: “Melhor seria que todos pudessem viver em pureza, como ensino meus discípulos, mas já que o ato sexual faz parte da vida dos habitantes da terra não só para fins procriativos e a explosão demográfica salta aos olhos, então eu recomendo aos meus filhos, principalmente aos jovens, que usem sim a camisinha não só para evitar a gravidez indesejada, mas também como prevenção, já que existem tantas pestilências, como AIDS, sífilis, etc. E eu posso lhes garantir, meus filhos, que usar camisinha não condenará ninguém ao inferno. Melhor saudável encamisado do que doente descamisado”.

Tocando.Org: Rumores apontam um possível fim do mundo em 2012, o que você tem a dizer sobre isso?

INRI CRISTO: “Há dois mil anos já me perguntaram quando seria o fim do mundo, aos que lhes respondi: “Mas quanto àquele dia e àquela hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas só o PAI” (Mateus c.24 v.36). Portanto agora não vou mudar minha postura, continuo coerente com o que eu disse. O que posso vos dizer é que os homens, fazendo mal uso do livre arbítrio, construíram armas destrutivas, violaram as sagradas leis de DEUS e esqueceram-se também dos santos mandamentos. Semearam desta forma, através de atos e pensamentos, catástrofes e terremotos que, acompanhados da hecatombe nuclear, culminará com o fim deste mundo caótico. Menos de um milhão de pessoas restarão vivas na terra, e a maioria será constituída de mutilados que suplicarão a morte, que em princípio não lhes ouvirá. Então, como você bem disse, são rumores, assim como no ano 2000 pensaram que eu voltaria voando lá do céu de carne e osso e se decepcionaram. Tão somente o ano 2000, mais precisamente no dia 24/10/2000, foi quando o Poder Judiciário brasileiro reconheceu oficialmente meu nome como INRI CRISTO”.

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Tocando.Org: Você aceitaria ser penetrado em no ato sexual conhecido como sexo anal, se para isso te pagassem 1 milhão de reais?

INRI CRISTO: “Em primeiro lugar, eu não pratico sexo, e em segundo lugar, não tenho ambição pessoal, não possuo nem jamais possuirei bens materiais. Logo, essa tua proposta não combina com minha condição, não condiz com minha realidade, pois vivo uma vida espiritual”.

Tocando.Org: Pra finalizar, poderia deixar sua mensagem para nosso nossos leitores e para todos os internautas brasileiros?

INRI CRISTO: “Rogo ao meu PAI, SENHOR e DEUS que vos inspire e ilumine para que, ao acessar o site www.inricristo.org.br , assimileis os ensinamentos que ministrei da parte dEle, facultando-vos viver em harmonia na Terra e sobrepujar as turbulências que estão por vir. Que tenhais todos a minha paz”.

Fonte: Tocando.org Entrevista supreendente com Inri Cristo

Tablóide - "The Freedom of New Zealand" ( "A Liberdade da Nova Zelândia" )

Publicado em 10 de Outubro de 1999

Melinda Clarke promoting the TV series

Por Reneé O'Connor


Auckland, Nova Zelândia - Até eu me mudar para Nova Zelândia em 1995, achava que lá era um lugar "New Age". Isso era o que a maioria das pessoas me dizia - um país espiritual, um dos lugares mais naturais no mundo, onde você pode beber água de cada fonte.

Agora fico rindo sozinha quando me lembro, porque a Nova Zelândia é muito mais complexa do que isso. Certamente ela é muito natural, repleta de paisagens pitorescas nunca dantes torturadas pela modernização. É como viver em uma parte do Paraíso. E ao mesmo tempo você tem uma cidade como Auckland - minha casa - que é tão comtemporânea como qualquer outra.

Acho então que temos o melhor desses dois mundos. Eu amo o espírito Neo Zelandês de "aceite-me como sou". É um lugar bem receptivo. As pessoas são honestas. Você se sente livre para expressar o que sente. Eu não poderia ter escolhido país melhor para chamar de segundo lar. Estou amando este lugar. E você pode beber água de algumas fontes, bastando ter um pouco de cuidado.

Um Código de honra

Ouvi pessoas descrevendo sua visita aqui como uma volta para a américa dos anos 50. Vários zelandeses riram disso. Eles dizem, "O que isso quer dizer? Que nós ainda estamos inventando a TV em cores?" Acho que essa observação tem mais a ver com o espírito das pessoas. Há um senso de integridade e respeito entre elas que foi perdido nos Estados Unidos de certa forma. Definitivamente há um código de honra que conduz a maneira como elas se tratam.

Por exemplo: Em algumas cidades as pessoas deixam vegetais expostos na frente das suas casas, mas na maioria delas ninguém está cuidando! Elas deixam uma cestinha onde você pode deixar seu dinheiro e levar o que quiser comprar. Um verdadeiro sistema de honra...

Imagino que são as pessoas, mais do que a beleza natural do lugar, que me atraíram. Eles são amigáveis, elegantes. A população é pequena, cerca de 4 milhões de pessoas e há apenas "um grau de separação entre elas". Todos te conhecem de uma certa maneira e sabem o que você esteve fazendo. Não há aquela mentalidae doente, você é o que é. Não há necessidade de fachada, elas esperam que você prove um pouco do que eles chamam de "mana", que vem do termo Maori relativo a honra, um orgulho que temos dos parentes ou de alguma pessoa. Vejo como eles se tratam com afeição e percebo que o mana é mais do que gentilezas e generosidade, mas também respeito.

A Ilha Rude

O ambiente natural da NZ tem um efeito sobre o caráter das pessoas. As constantes viagens que eles fazem para o exterior fazem com que apreciem mais seu país na volta. É fácil de ver, do meu próprio trabalho no ambiente, que a NZ é um país rude. Os Neo Zelandeses esperam que você prove sua força interior. Como eles dizem, "Não chore!"

Fora da cidade de Auckland, é possível dirigir por quilômetros e quiilômetros sem ver outro carro, especialmente no sul da ilha. Perto do Natal, dirigindo através de uma floresta, parei o carro em uma geleira e continuei por vertentes áridas. Nesta ilha é possível ver faces geológicas de todo o mundo. Nós temos uma região de tundra onde pode-se ver pinguins! A parte sul é surreal. Tão bonita e intocada. Também viajei de avião de Queenstown, no centro da ilha sul, até uma porção dos alpes meridionais. Estava com um pouco de medo, mas valeu a pena, a ilha é grandiosa. Nós pousamos em um lugar espetacular: Milford Sound. É um tipo de fiorde, onde picos de montanhas sobressaem de calmas águas oceânicas...

Leva vinte minutos até que eu chegue ao trabalho - é um lindo passeio. Nós não trabalhamos na cidade; ficamos ao redor de fazendas. Então passo por bonitas pastagens, cheias de carneiros e essas pastagens são tão exuberantes que nem parecem reais. As cores são bem vivas aqui - o céu, as folhagens, as faixas de um arco-íris. A absurda variedade de pássaros nativos... Reparo nisso o tempo todo. Bem na frente da minha porta, ás vezes vejo uma rosella, da família dos papagaios, e suas cores são o vermelho brilhante, verde e azul. Me arrepia ver algo assim, vivendo livre na natureza. Cresci em um subúrbio de Houston. Então mesmo agora, depois de quatro anos e meio, continua difícil aceitar a idéia de que estou vivendo em um exuberante lar tropical.

A Vida na Cidade

Auckland é uma cidade razoavelmente grande, lar de 1,3 milhões de pessoas. É o maior porto da cidade do norte. Quando me mudei, ela lembrava bastante San Francisco. Uma grande mistura de pessoas e ao mesmo tempo aquele estilo de vida cosmopolitano de "café".

Por causa dos diferentes tipos de pessoas que vivem aqui - Maoris, europeus, samoanos - as pessoas respeitam culturas diferentes, diferentes estilos de vida. E é interessante de ver como os visitantes estrangeiros são recepcionados. Quando você viaja para outra partes do mundo - digamos na europa - os turistas são recebidos com desdém. Aqui parecem apreciar turistas - porque podem discutir sobre suas próprias viajens para o estrangeiro.

Você vai sentir que quando entrar em uma loja, vão perguntar pra você de onde vem, qual seu trabalho aqui. Bate papos amistosos acontecem toda hora. Durante meus primeiros três anos, vivi em uma casinha no coração de Auckland. Um ano e meio atrás, me mudei pro oeste. É interessante ver a rivalidade descontraída entre o pessoal da cidade e do interior. Ah se vocês pudessem morar aqui... Uma vida tão pura e bonita que não íam querer mais ir embora. Eu e meu namorado sempre tiramos um dia para viajar, ou saímos no fim de semana, porque há muito para se ver na Nova Zelândia. Na costa oeste existem praias de areia negra muito bonitas que se extendem por quilômetros. Na costa leste a terra cede espaço pra praias de areia branquinha. Um tempo atrás viajamos no fim de semana - o que os nativos chamam de "a holiday batch" { algo como "feriadão" para nós } - para Sandy Bay, mais ou menos uma hora e meia de onde moro. Fica no extremo norte da ilha do norte. E foi numa pequena angra coberta de areia branca, que ficamos admirando o pôr do Sol { Ái que inveja! }. Nós ficamos em uma casinha bem simples, com água retirada da bomba. Tão básico quanto possível, mas com tudo que era necessário. Para mim, serviu para lembrar de que não é preciso muito para ser feliz. Não havia telefone nem TV, apenas nós, alguns livros e a beleza ao redor. Estava tudo perfeito.

Seja Você Mesmo

Esta terra me conquistou. Se tivesse que escolher um lugar pra passar o resto da vida, seria bem aui onde estou. Só há um problema, que é a possibilidade de trabalhos depois de "Xena" acabar. É por isso que eu e meu namorado pretendemos deixar a NZ para perseguirmos nossas carreiras e depois voltarmos no futuro. É o lugar mais bonito da Terra pra se passar a vida.

Estou tão grata de ter vindo pra cá quando estava na casa dos 20 anos - essa época crucial da vida, quando você começa a se conhecer como pessoa. Aprendi que respeitar os outros não significa necessariamente ser polida. É importante entender como as pessoas são.

Eu cresci no Texas, um estado onde a hospitalidade e a etiqueta são muito importantes. Foi assim que fui criada! As pessoas daqui achavam graça, quando cheguei aqui no começo, porque eu era muito polida com todos. "Hey. Knock it off!" { "Ei. Chega!!" } eles diziam. Você não precisa ser tão certinha. Todos querem que você seja você mesma. E fui capaz de conseguir essa proeza, na época em que estava tentando me achar como pessoa.

Quando passava um tempo em Austin com minha mãe, frequentemente escutava gente dizendo que gostava dos turistas, mas não queriam que eles ficassem por ali. Isso mostra o desejo das pessoas de preservarem a alma de seu povo de qualquer um que possa deturpá-la.

Então é isso que eu gosto da Nova Zelândia - e sua noção de respeito. A chave é apreciar a beleza do lugar antes mesmo de estar lá - assim você pode aproveitar tudo que ele oferece.

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Gabrielle e Xena

Renee O'Connor e Lucy Lawless

29.7.09

Daniel Hadcliffe – Citação

Postado por Unknown |

clip_image001"Sempre estive cercado de homossexuais, a minha vida toda. Esse deve ser o principal motivo de eu ser um pouco ‘afetado’, e algumas pessoas pensam que sou homossexual quando me conhecem. Acho isso formidável".


Daniel Radcliffe, quando questionado sobre o fato das pessoas acharem que ele é homossexual.

Parte 2

28.7.09

Entrevista de Joss Stone

Postado por Unknown |

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'Gosto de escrever letras que falem sobre o lado emocional' - Foto: Divulgação

Publicada em 22/06/2007

Marília Martins - O Globo

O novo CD é bem diferente dos outros dois.

JOSS STONE: Foi de propósito! Eu queria mudar… Este é o primeiro disco que eu realmente sinto que tem a minha cara. Por isso eu o chamei de “Introducing Joss Stone” (“Apresentando Joss Stone”).

Esta é a minha música como compositora, é a minha cara como artista. E para marcar a diferença resolvi também mudar o meu visual, tatuar o meu corpo na capa do disco. A idéia era mesmo dizer: “Ei, pessoal, esta aqui é uma Joss Stone diferente daqueles discos anteriores, porque esta é a Joss Stone compositora, que só agora está se apresentando a vocês. Muito prazer!”

O disco, então, destina-se menos a apresentar você como cantora e mais como compositora?

JOSS: Claro. Essa mistura de ritmos é uma marca das minhas composições. As músicas que me atraem e que me encantam são aquelas que têm uma batida forte e muita, muita emoção. Gosto de escrever letras que falem sobre o lado emocional, sobre como lidar com as nossas emoções e aprender com elas.

Como você escolhe o seu repertório?

JOSS: Gosto de escolher pessoalmente, e de ter um material bem variado para ficar ouvindo durante dias. Para gravar este disco eu tinha composto mais de 70 canções. Não gosto de perguntar aos amigos e nem aos produtores sobre o que vou gravar, porque cada um tem um gosto diferente e quero que os meus discos tenham a minha personalidade. Então, escolho tudo sozinha, dou palpites até na capa do disco.

Como foi que uma garota da classe média inglesa se identificou com a ‘soul music’ americana?

“ Eles dizem que eu não tenho a experiência de vida, que não conheço o sofrimento que está nas letras e nos ritmos da soul music. Eu acho isso estúpido. ”

JOSS:Sei que há críticos que não me suportam porque dizem que uma jovem branca britânica não pode cantar músicas do repertório soul dos negros americanos. Eles dizem que eu não tenho a experiência de vida, que não conheço o sofrimento que está nas letras e nos ritmos da soul music. Eu acho isso estúpido, é gente de mentalidade muito estreita. É racismo, ignorância e estupidez. Música não tem idade, nem nacionalidade, música é sentimento, está além das diferenças culturais. Como podem dizer que eu não sinto o que dizem as letras? Eles sabem o que eu sinto? Conhecem a minha experiência de vida? Fui uma adolescente que passava as tardes ouvindo Aretha Franklin, queria cantar como ela. Sempre adorei as Supremes. E não importa se eu sou uma garota britânica branca e minha família morava em Devon. A soul music estava lá para quem quisesse ouvir. Na minha casa se ouvia muita música negra americana. Por isso, minha sensibilidade e minha emoção ficaram ligadas a esse repertório, que considero internacional.

Você gravou com alguns dos nomes tradicionais da cena soul, veteranos como Benny Latimore, Little Beaver, Timmy Thomas e Betty Wright. Como conseguiu isso?

JOSS: Tive muita sorte. Admiro todos eles e sei que me ajudaram muito. Eu não tinha planos de ser uma cantora de soul music. Queria apenas ser cantora e gravar todos os ritmos. Mas sempre fui ligada no repertório soul porque era o que eu mais ouvia quando era adolescente. Minha família é de classe média, tenho dois irmãos e comecei a trabalhar muito cedo, com 12 anos. Não tive uma vida assim tão fácil como muitos imaginam. Tenho 20 anos e estou no terceiro disco. Isso dá a dimensão do quanto já batalhei.

Joss no início da carreira, ainda loura - Foto Divulgação

Joss no início da carreira, ainda loira - Foto: Divulgação

Você conhece a música brasileira?

JOSS: Ah... infelizmente, não... Gostaria muito de conhecer. Adoraria ir ao Brasil. Imagino um país com muito sol e gente bonita, um lugar lindo para passar férias maravilhosas.

Em apenas cinco anos de carreira, você já teve quatro empresários. Dizem que você é muito rebelde e que é muito difícil lidar com você e gerenciar a sua carreira. É verdade?

JOSS: É verdade, sim. Sou muito rebelde... Não gosto de gente que me dê ordens. Eu só faço o que quero, só gravo canções nas quais eu acredito. Não nasci para obedecer. Isso quer dizer que eu sou rebelde? Sou mesmo… Na minha vida, mando eu.

Dizem que seus ex-namorados também reclamam de que você é bem difícil...

JOSS: Tive experiências amorosas muito ruins. Sou muito romântica, acredito no amor, mas não encontrei homens que valessem a pena...

A revista “Time” publicou que você estava enveredando por experiências homossexuais... é verdade?

“ Bem, a esta altura, com a minha experiência de vida, já descobri que gosto muito de sexo com homens ”

JOSS: (risos) E se fosse verdade? Qual o problema?

Nenhum problema... É verdade?

JOSS: Bem, a esta altura, com a minha experiência de vida, já descobri que gosto muito de sexo com homens. Não imagino que isso vá mudar...

Você acha que já se apaixonou realmente por alguém?

JOSS: Não. Quando penso no amor, penso num sentimento tão forte e tão definitivo que não acaba nunca. Se eu tivesse realmente me apaixonado por algum namorado, eu não estaria sozinha, como estou atualmente. Sei que um dia isso vai acontecer. Serei capaz de tudo por amor. Sou muito romântica. E sonho que isso vá acontecer na minha vida. Vou encontrar o amor da minha vida... Por enquanto, posso dizer que estou muito feliz com a minha música, e que a música é a maior paixão da minha vida, a única que não me decepcionou e que eu acho que nunca vai me decepcionar.

Você se interessa de alguma forma por política?

JOSS: Não. Eu não entendo de política. As notícias me deprimem muito... Sei que muitos artistas fazem campanhas políticas, fazem militância por causas ambientais e criticam a administração Bush, que é mesmo um desastre... Mas eu não gosto de política, o mundo da política me deprime. A única militância que eu tenho é ajudar as pessoas, na medida em que posso fazer isso. Eu ajudo muita gente, mas não gosto de falar sobre isso e nem de fazer propaganda disso. Se cada um fizer a sua parte, o planeta estará salvo. Meu mundo é o da música, que também ajuda as pessoas porque faz com que elas se sintam menos solitárias, faz com que elas se emocionem. Música é emoção, e, se eu puder tornar as pessoas mais sensíveis e mais alegres, já terei feito a minha parte.

Suas letras falam muito de sexo...

JOSS: Bem, eu adoro sexo. Eu não sou uma freira. Todo mundo gosta de sexo. Quem não gosta? Se alguém disser que não gosta de sexo, estará mentindo. Ou então está com um problema sério... Sexo é muito bom!

Fonte: Recebido por e-mail

E, pra quem não conhece a Joss Stone, abaixo um video dela

Technorati Marcas:

28.7.09

As muitas versões de Soraya Ravenle

Postado por Unknown |

Atriz, que faz a roceira Zefa em Paraíso, também canta e dança, e já contabiliza 19 musicais no teatro

28/06/2009

Berg Silva

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Soraya Ravenle em sua casa: sempre em mutação e temerosa da instabilidade financeira

Aos 46 anos, Soraya Ravenle passou várias semanas entrando em cena vestindo trapinhos e usando um cabelo meio desgrenhado em Paraíso. Até que veio a virada de Zefa, sua personagem roceira na trama das 18h; agora, depois de um banho de loja e autoestima, ela usa esmaltes vermelhos e decotes. Mais corajosa, até já roubou um beijo do patrão, Eleutério (Reginaldo Faria), por quem é apaixonada. Nesta entrevista, a atriz que também canta e dança — ela começou a estudar piano aos 5 anos e já fez quase 20 musicais no teatro — fala das várias Sorayas que tem dentro de si, de sua preocupação com as rugas e da instabilidade financeira que acomete a classe. E brinca que, em nome da arte, vale a pena o sacrifício de ter que rebolar para encaixar terapia e aulas de canto na agenda apertada e desregrada de quem grava uma novela.
Você ainda não tinha feito uma personagem do interior, não é?
Soraya Ravenle - Nunca tinha feito uma roceira. Zefa é uma mãezona, e ao mesmo tempo nutre um amor platônico pelo Eleutério (Reginaldo Faria). Ela é totalmente pudica em relação a esse amor e sente culpa. Até que tem a transformação. A história que fiz disso é que ela foi para a casa dos parentes na Bahia e as pessoas falaram “Que isso, Zefa? Vai ficar com esse vestidinho? Não se arruma, não?”. Ela ganhou banho de loja e de autoestima. Zefa fantasia, nem dá para saber se ela gosta mesmo do Eleutério. Vai que dá um beijo e não tem química?

Quem ou o que te inspirou a fazer a Zefa?
Soraya - Eu tive uma mãe de criação que veio de Parintins. Perdi o pai cedo, com 5 anos, e a Ana criou a gente com a minha mãe. Ela não se casou, não teve filhos e se dedicou à mim e à minha irmã (a cantora Itamara Koorax) a vida inteira. Nem sei se teve namorado. Nos primeiros dias de gravação caiu a ficha. Ana era dona de casa, cozinheira, era aquela mulher que nega seu lado mulher, como a Zefa. O jeito dela me veio completamente. É um corpo que se encolhe, porque não transa, não tem vida sexual. Os gestos são menores, nada elegantes. Ana foi minha grande inspiração.

Acredita em mudanças como a de Zefa?
Soraya - Na ficção, essa virada é perigosa, podemos perder a mão. Para mim é uma luta, um dilema. Vejo muitas Sorayas que não me servem mais, tento mudar constantemente, busco isso na minha vida.
No início da novela, a Zefa era desarrumada. Como ficou a vaidade?
Soraya: Estou bem cercada. A novela parece cinema, é feita com capricho. Demoramos mais para gravar porque nos preocupamos com os ângulos, com a luz. É uma fotografia sofisticada, e fui protegida por tudo isso. Tenho 46 anos, e volta e meia me vejo com mil questões relacionadas à idade. Tem aquela paranoia de disfarçar as rugas, todo mundo sabe que a TV engorda e envelhece. Posso até vestir trapinho, mas o rosto tem que estar legal (risos). Mas tem um limite, estou mais preocupada em evoluir artisticamente.

Você fez muitos musicais no teatro. Como foi parar na televisão?
Soraya: Minha mãe me botou na aula de piano aos 5 anos, e me formei em teoria musical aos 11. Quando comecei a fazer musicais, há 21 anos, descobri o que eu queria realmente fazer: unir atuação, canto e dança. Outro dia fiz as contas: estive em 19 musicais. Eu estava fazendo Dolores e o diretor Ricardo Waddington foi me ver no teatro. Dois dias depois, eu estava no Projac conversando com ele para fazer Laços de família, minha primeira novela. Nos anos 80, tinha feito uma ponta em Que rei sou eu?. Fui chamada para dançar na corte, mas mudou tudo e me botaram na cozinha descascando batatas com a Giulia Gam.

Fazer novela não é muito puxado?
Soraya
: Na TV a gente fica sem hora. Pego meu roteiro na sexta-feira para fazer minha semana, aí saio ligando para marcar aula de canto, terapia. Mas vale a pena quando se está num trabalho como Paraíso. Vale o sacrifício de arrancar os cabelos para desmarcar compromissos.

Qual é o lado negativo da sua profissão?
Soraya: Talvez seja um lado com o qual eu já me acostumei, que é a instabilidade financeira. Pode ser enlouquecedor. Nem sempre o ator consegue viver bem do seu trabalho. Posso dizer com orgulho que fiz uma carreira sólida com musicais, e ganhei dinheiro. Mas sei que sou uma exceção.

 

soraya Soraya Ravenle com a filha

Fonte: Diario da Manhã

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